Bombas magnéticas - o que é bom para o meio ambiente, é ainda melhor para o seu bolso

O esforço para um uma melhor qualidade do ar foi o catalisador de uma revolução na indústria de bombas norte-americana, mas, ar limpo não é a única coisa que estas bombas tem a oferecer. A seguir veremos como a tecnologia de bombas magnéticas ganhou adeptos na indústria de processo e o que ainda está por vir para este equipamento de proteção ambiental. A tecnologia de bombas magnéticas já caminhou um longo trecho desde sua introdução nos anos 1940. No entanto, os primeiros projetos eram especiais e de capacidade limitada e o usuário industrial percebeu que a bomba de acoplamento magnético era muito adequada para resolver problemas relativos a vazamento de selos mecânicos em serviços com químicos letais e olés térmicos. Depois de anos de evolução, as bombas magnéticas disponíveis atualmente atendem normalizações industriais, chegando até a merecer um capitulo da API a este respeito (API 685), possuindo hoje ampla gama de aplicações. Mais significativamente, em muitas plantas industriais, a tecnologia continua a modificar o paradigma de bombas convencionais com selo para bombas sem selos.

O Impulso A tecnologia de acoplamento magnético esta disponível há muitos anos, mas o grande impulso de popularidade não chegou senão no inicio dos anos 1990. A aprovação pelo congresso americano do controle de emissões (US Clean Air Act ), colocou esta tecnologia sob os holofotes.

O Ato do congresso tornou lei o controle de poluição no meio ambiente. Entre outros tipos de fontes de poluição identificada no ato, as bombas convencionais de selo mecânico foram listadas com um grande contribuinte para a poluição do ar. Com bombas convencionais com selos mecânicos, pequenas quantidades de produtos químicos, conhecidas como emissões fugitivas, vazam ao ambiente que a cercam. Muitos países aprovaram leis de controle de poluição nos anos 1980, porém somente em 1990 que o EUA seguiram esta tendência. Emendas subseqüentes ao Ato de controle de poluição incluíram multas, exigência de monitoração caras e sistemas de controle e informação complexos para operação de bombas convencionais com selos mecânicos. Para a industria química de processo americana, a necessidade de encontrar uma alternativa para bombas convencionais foi a força propulsora da mudança. Fabricantes ao redor do mundo responderam a esta necessidade com a tecnologia sem selo, podendo ser de acoplamento magnético e bombas herméticas, pois estes tipos de bombas estavam livres do peso dos requisitos de controle de bombas convencionais com selos mecânicos. A crescente demanda de bombas de acoplamento magnético durante este período foi também acompanhada por muitos desenvolvimentos tecnológicos em tipos e materiais de mancais como também em magnetos. Esses desenvolvimentos permitiram, aos fabricantes de bombas, oferecer bombas de maior potência. No entanto, o efeito mais significante destes avanços tecnológicos, foi a de que os fabricantes foram capazes de projetar bombas magnéticas cada vez mais compactas a ponto de se tornarem intercambiáveis com bombas convencionais seladas tipo ANSI, que é o cavalo de batalha da industria química de processo. A substituição direta com bombas existentes instaladas ANSI permitiu que mais e mais usuários tivessem acesso às vantagens desta tecnologia sem nenhum gasto excepcional com tubulações. Subseqüentemente, o Instituto Nacional Americano de Normalização (ANSI em inglês) reconheceu a importância e grande demanda de aplicação de bombas de acoplamento magnético quando publicou a norma ANSI B73.3 para bombas magnéticas em 1997. Uma nova realização Muitas bombas de acoplamento magnético foram adquiridas e instaladas em antecipação a controles de emissões cada vez mais rigorosos. Ao longo do tempo ficou aparente que a aplicação da nova lei foi administrada inconsistentemente. Os Estados tiveram interpretações independentes dos requisitos de controle de poluição, e o controle variou grandemente e em geral foi muito menos exigente do que esperava originalmente. Porém, durante este período movido pelo cumprimento da legislação, as empresas compreenderam que além de evitar a emissões fugitivas, as multas associadas e os custos de monitoração, as bombas magnéticas provaram oferecer uma maior confiabilidade e menor custo operacional do que muitas das bombas que foram substituídas. Com bombas magnéticas as empresas podem não somente ser mais seguras e responsáveis quanto ao meio ambiente, elas podem economizar também. Enquanto, a bomba de acoplamento magnético hoje é aceita pelas maiores empresas químicas do mundo, existem muitas outras que ainda estão por explorar seus benefícios. Muito desta hesitação pode advir de antigos e ultrapassados conceitos em relação a preço, com respeito ao processo de aprendizagem de operar bombas desta tecnologia corretamente ou limitações hidráulicas ou de potência. A realidade da situação, no entanto, é que as bombas magnéticas modernas podem atender economicamente quase todo tipo de necessidade de condição de operação sem precisar qualquer procedimento especial de operação. Processos extremos tais como temperaturas de 450 C, pressões de 210 Bar e potência de 500 HP, podem hoje ser realizados com bombas de acoplamento magnético. Reconhecendo a necessidade de uma especificação de bombas de acoplamento magnético para aplicações de alta responsabilidade em refinarias e processos similares petroquímicos, o Instituto Americano do Petróleo (API) introduziu a API 685 no ano 2000. A norma API 685 se baseou na já bastante conhecida e divulgada API 610, que fornece normas de aplicação de projeto e construção para bombas convencionais na indústria de petróleo. A norma API 685 não somente ofereceu maior credibilidade ao avanço na aplicação de bombas de acoplamento magnético como também colocou esta tecnologia em pé de igualdade na especificação e dimensionamento de bombas para esta indústria. Hoje, por causa da API 685, bombas magnéticas são usadas com sucesso em refinarias para aplicação em fluidos térmicos, ácidos, bases, aromáticos e águas ácidas. Fora da indústria química e petroquímica, onde pressões e temperaturas de processo não são tão severas, as bombas magnéticas também encontraram grande aceitação. Em aplicações de transferência de óleo térmico, em bombeamento de óleos comestíveis, em plantas de tratamento químico de superfície, em fabricação de placas de circuitos impresso, no bombeamento de químicos agressivos, em branqueamento de papel, entre outras . Confiabilidade Operacional A aplicação de bombas magnéticas expandiu dramaticamente quando usuários foram atraídos pela simplicidade e confiabilidade. Projetos simplificados e anos de operação sem manutenção levaram os usuários a perceber que as bombas magnéticas podem ser a solução mais confiável em bombeamento. A maior consideração em confiabilidade é a capacidade da bomba em suportar interrupções ou alterações de processo que podem ocasionar operação a seco. Em operações a seco, a bomba não recebe o fluido necessário para oferecer lubrificação e refrigeração adequada. Com o passar dos anos, a confiabilidade de bombas de acoplamento magnético aumentou com a utilização de materiais que possibilitam operação a seco e usuários adotaram sistemas de monitoração como estratégia para melhorar a confiabilidade total do sistema. A monitoração de bombas magnéticas é muito mais simples do que supervisionar a operação de bombas convencionais com sistemas de selagem complexos. Um simples e fácil de operar monitor de potência é tudo que é normalmente necessário para proteger o equipamento da grande maioria das condições operacionais que podem levar uma bomba a falha. Além da Aceitação. Enquanto falha de selagem, vazamentos, e ação legislativa foram uma vez, e ainda são, os fatores primários da adoção da tecnologia de bombas de acoplamento magnético, a confiabilidade e custo total de aquisição e operação se tornaram fatores igualmente fortes para a aceitação desta tecnologia. É evidente que a crescente atenção ao aquecimento global e a outras preocupações com o meio ambiente, o aspecto de um equipamento livre de vazamentos e emissões fugitivas ganhará cada vez mais espaço na especificação de bombas. No entanto, é bastante provável que a aceitação cada vez maior de bombas de acoplamento magnético – em áreas além do controle de poluição – será um moto significante para esta tecnologia no futuro. Recentemente, indústrias em geral, e até empresas de tratamento de água, estão utilizando este tipo de equipamento para transferência química e lavagem de gases. Empresas agrícolas envolvidas em etanol e biodiesel e outras empresas de processo adotaram estas bombas para controlar custos de operação me manutenção. Informações coletadas junto a clientes sugerem que a maioria das companhias que testaram esta tecnologia, continuaram a usá-la e até expandiram sua aplicação em suas plantas. Fabricantes responderam a esta necessidade aumentando a oferta de equipamentos e desenvolvendo outros tipos de bombas, tais como deslocamento positivo, auto-escorvantes e verticais a sua linha de produtos. A tecnologia continuara a atrair novas aplicações em transferência de fluidos enquanto ela se desenvolve e alimenta a mudança de paradigma transformando esta tecnologia como a preferida no futuro. No Brasil Paralelamente ao que tem acontecido no mundo, o Brasil deveria acompanhar a tendência de proteção e preocupação com o meio ambiente. Todavia, da mesma forma que nos EUA, a iniciativa esbarra no poder de fiscalização do estado que não tem efetivo suficiente para poder fazer cumprir as leis. Por falar em leis, o Presidente Fernando Henrique Cardoso fez publicar, em 21 de Setembro de 1.999, o Decreto no. 3.179 que dispõe sobre as especificações aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. No seu capítulo 1 – “Das Disposições Preliminares”, o Decreto dispõe: “Art. 1o Toda ação ou omissão que viole as regras jurídicas de uso, gozo, promoção, proteção e recuperação do meio ambiente é considerada infração administrativa ambiental e será punida com as sanções do presente diploma legal, sem prejuízo da aplicação de outras penalidades previstas na legislação.” Dentro deste escopo, pode se notar que a punição se dá não apenas por ação, mas também pela omissão que possa violar as regras de proteção ambiental. Desta maneira, a utilização de equipamentos que possam, com o passar do tempo, ou por problemas de manutenção, possam vir a causar dano ao meio ambiente, colocam a empresa infratora dentro do escopo da lei. Penas que vão da advertência, pura e simples, até a suspensão total das atividades da empresa infratora, passando por multas e outras medidas, estão previstas neste Decreto, mas que esbarra na falta de fiscalização. Desta maneira que futuro se pode ver ao Brasil. Como sempre acontece, precisamos que as empresas se conscientizem sobre a necessidade de se adotarem medidas que possam protegem o meio ambiente de situações onde o rompimento de um selo mecânico de uma bomba, possa trazer danos irreparáveis à natureza. Dentro desta óptica, a utilização de bombas magnéticas é a alternativa mais que indicada para que exista a segurança de que estes equipamentos não irão sofrer este tipo de acidente, por mais que estas estejam em funcionamento e, desta forma, garante-se a preservação do meio ambiente. Além do apelo ecológico, que não deixa de ser de suma importância, cabe lembrar que as Bombas Magnéticas, além de evitar as emissões fugitivas, as Bombas Magnéticas se mostraram extremamente confiáveis e com um custo operacional sensivelmente mais baixo do que as suas similares com selo, o que enfatiza a tese de que, o que é bom para o meio ambiente pode ser melhor para o seu bolso.

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